domingo, 22 de maio de 2011

NEURO PENSAMENTO E IMPORTÂNCIA DO ROSÁRIO






NEUROPENSAMENTO E IMPORTÂNCIA DO ROSÁRIO





Ao assistir uma reportagem na televisão sobre o “BUTÃO”, país asiático em que seus simplórios habitantes apresentariam (segundo o repórter) um grau elevado de felicidade, observei que algumas senhoras idosas, irradiando muita alegria, tinham rosários em suas mãos que as auxiliavam a recitar mantras budistas. Essa observação, então, me fez meditar no poder de felicidade do nosso rosário ocidental que cita Nossa Senhora e como funcionariam neurofisiologicamente esses mantras:
Ao fechar-mos os olhos entramos imediatamente numa dimensão tal qual um cinema especial em que na tela aparecem sucessivas imagens, podendo ser acompanhadas também dos outros sentidos (sons, sensações tácteis e/ou térmicas, sensações gustativas e olfativas). Essas cenas, então, seriam assistidas por uma parte da nossa mente que por associação eletroquímica, procuraria no “arquivo” ou memória uma emoção relacionada ou associada a essa cena e procuraria (por associação eletroquímica no RNA e substância tigroide dos neurônios - forma de armazenamento da memória) também nesse mesmo arquivo cenas iguais ou semelhantes exibindo-as, produzindo ou procurando outras imagens e emoções relacionadas, que misturando-se com as primeiras modificariam as mesmas “criando” novas cenas que seriam rearquivadas e “puxariam” outras num vai e vem sucessivo e indefinido. Essas cenas, que poderíamos chamar de ideias, após a associação com emoções boas (que nos fariam aceitá-las) ou más (que nos fariam rejeitá-las) poderiam, além do rearquivamento, produzir uma ação que seria externada ao nosso meio e a outras pessoas servindo de estímulo inicial ao pensamento dos outros para o mesmo processo de pensamento e ação delas. Assim, num grau de complexidade divina e maravilhosa, funcionaria a nossa mente, através de um estímulo (imagem, som, sensação, cena, ideia, emoção e sentimento) inicial, por associação, criaríamos estímulos (imagens, cenas, ideias, emoções e sentimentos) novos relacionados e “filhos” do primeiro, o qual, se fosse “emocionalmente bom”, produziria muitos estímulos, relacionados e modificados, também bons ou melhores.
Então, ao recitar-mos o rosário, estaríamos produzindo um estímulo inicial muito bom (ainda mais se “engravidado” com a fé) de sentimento de proteção filial-materna (tratamos Nossa Senhora como mãe), sentimento de alegria (quando lembramos a saudação do anjo), sentimento de solidariedade e humildade (quando pedimos para que ela rogue por nós pecadores e não somente por mim), de proteção, esperança e imortalidade (quando pedimos na hora da nossa morte), estímulos esses que repetidamente processados pelo nosso pensamento certamente elaborarão muitas ideias e ações que nos levarão rapidamente à FELICIDADE ou à “PERFEIÇÃO ABSOLUTA”.

AVE MARIA
CHEIA DE GRAÇAS
O SENHOR É CONVOSCO
BENDITA SOIS VÓS ENTRE AS MULHERES
E BENDITO É O FRUTO DO VOSSO VENTRE JESUS

SANTA MARIA
MÃE DE DEUS
ROGAI POR NÓS PECADORES
AGORA E NA HORA DE NOSSA MORTE
AMÉM

GABRIELE ALESSIO
Paracambi, 22 de maio de 2011.
Email: alessio48@yahoo.com


segunda-feira, 16 de maio de 2011

GOSTAR DO MUNDO

Ao aconselhar, durante a consulta, uma paciente a não fazer a laqueadura tubária (operação para não ter mais filhos), ela contra-argumentou que não era bom colocar mais gente neste mundo ruim, onde acontecem tragédias, acidentes e as pessoas também são más, roubam, mentem, são egoístas entre muitos outros defeitos. Ela demonstrou com isso, desiludida, que não gostava deste mundo, da humanidade e não haveria mais razão para existirmos.
Então, meditando ao fazer meus exercícios diários, procurei analisar esse pensamento e me questionei se este mundo e as pessoas são realmente ruins: Antes de tudo se acharmos que este mundo é ruim, estaríamos comparando-o a um outro mundo imaginário que seria bom ou pelo menos melhor.
Como seria, então esse outro mundo? Sem egoísmo, problemas, violência, assassinatos, acidentes, mortes? A tradição religiosa nos diz que estamos a caminho dessa “Perfeição Absoluta”, sinônimo de Paraíso. Porém, poderíamos nos imaginar em um mundo, sentados numa nuvem (como os anjos), sem qualquer tipo de problemas para resolver? Seria possível esse tipo de vida?
Não consigo com a minha inteligência responder ou imaginar tal situação e prefiro portanto, apesar de não compreender essa “Perfeição Absoluta”, buscar radicalmente essa situação de perfeição que é sinônimo de amor, síntese, ajuntamento, cicatrização, associação, composição, aproximação, vida, luz, felicidade, enfim sinônimo do próprio Deus, pois observando o mundo sinto que prevalece e/ou predomina esse lado positivo associativo, ou seja, observo uma tendência constante ao ajuntamento de tudo apesar de haver também desagregações as quais seriam como desfazer algo mal feito para logo em seguida reconstruí-lo certo. Observando também a perfeição que isso tudo acontece no universo, com todos os seus astros, átomos, elementos, células, seres, etc., entendo que o nosso objetivo de vida e real felicidade seria e bastaria simplesmente existir em sintonia, promovendo e procurando, com todos os recursos, essa “Perfeição Absoluta” apesar da aparente imperfeição da nossa vida com seus múltiplos “defeitos” e seus “vai e vens” que também fazem parte da “Expressão Divina” dessa “Perfeição Absoluta”
Entendo que todo esse mal aparente: defeitos, egoísmo, conflitos, incisões, cortes, separações, mortes, decomposições juntamente com os seus opostos também fazem parte da “Bipolaridade Perfeita do Universo”, projetada e exercida por Deus e também por nós, exercício esse que consiste, como já citei acima, promover absolutamente o bem desfrutando extasiados, já e agora, essa também “Felicidade Absoluta” e esse gosto por este nosso mundo maravilhoso.

Gabriele Alessio
Email: alessio48@yahoo.com

domingo, 1 de maio de 2011

ROTARY - LEITURA DA ATA DA REUNIÃO ANTERIOR

Caros companheiros
Com todo o respeito aos que preferem que a ata da reunião anterior seja feita e lida pelo secretário eu gostaria mais uma vez de criticar e sugerir esse item ao início da reunião com a ressalva que mesmo que assim continue eu aceitarei com boa vontade a decisão da diretoria do nosso clube (mas voltarei a fazer tal crítica talvez no próximo ano rs) e faço isso uma vez que constatei o desagrado a muitos companheiros de tal leitura.
Vejamos e avaliemos as principais vantagens e desvantgagens dessa leitura:
Vantagens:
1) Dar conhecimento aos ausentes (dessa reunião da ata) os acontecimentos dessa reunião.
2) Valorizar o bom trabalho do secretário na elaboração da mesma.
3) Preencher tempo em reuniões sem muitos assuntos.
4) Oficializar e documentar sempre nossa reunião como uma reunião deliberativa.
Desvantagens:
1) Desperdiçar aproximadamente de cinco a dez minutos do tempo da reunião o que equivaleria a 15% da mesma, tempo esse que poderia ser melhor aproveitado.
2) Dessinteresse por essa leitura uma vez que a maioria compareceu à reunião dessa ata conhecendo portanto o seu conteúdo.
3) Distração devido a essa falta de interesse pela maioria causando conversas simultâneas e constrangimento.
4) Intensa sensação de tédio ao serem lidas coisas óbvias e do ritual rotário que acontecem sempre tais como: horário do ínicio e término da reunião, chamada ao jantar pelo presidente, formação da mesa diretora, lemas, aplausos, etc. (só falta dizer o tempo, as cor das roupas e sapatos dos membros, o cardápio, e se mais uma vez o Co Herschell “polemizou” com o Co Roberto rs, rs)
5) Pergunta aos presentes, se estão de acordo, pelo Presidente para oficializar essa ata como documento do clube, fato esse que acho muito formal e que deveria ser apenas usado em assembléias deliberativas em reuniões tais como de condomínio ou da câmara de vereadores.
Agora a minha sugestão:
Talvez o secretário deveria apenas fazer um resumo dos principais assuntos da reunião em um livro próprio a disposição de todos, sem muitas formalidades ou detalhes óbvios e ler esse resumo na reunião subsequente apenas excepcionalmente ou se for necessário, podendo também o secretário enviar uma cópia desse resumo, via email, aos faltosos.
Paracambi, 1º de maio de 2011

Co Gabriele Alessio
Class.: Cirurgia

Email alessio48@yahoo.com

ROTARY - CRÍTICA AO TÍTULO PAUL HARRIS

CRÍTICA AO TÍTULO PAUL HARRIS

Caros companheiros
Com todo o respeito a nossa entidade (Rotary Internacional) gostaria de expressar meus sentimentos críticos (e subversivos) em relação ao Titulo Paul Harris, que como sabemos é um título que é conferido a quem contribui U$ 1000,00 (Mil dólares) para a Fundação Rotária.
Embora acredito que esses recursos sejam bem aplicados, não vejo com bons olhos enviar recursos locais para a FR,uma vez que somos uma região pobre desses recursos e haveria prioridade em tentar resolver nossos problemas. Acredito que essas doações deveriam ser feitas apenas por membros de clubes de países desenvolvidos economicamente.
Quantos benefícios poderiam ser feitos aqui mesmo em Paracambi com esses R$ 1700,00 (mil e setecentos reais)? Poderíamos talvez premiar melhor nossos “alunos destaque” ou nossos “profissionais padrão”, poderíamos investir em campanhas educativas tais como a já demonstrada pelo vídeo gravado pelo Co. Manoel, poderíamos melhorar e adaptar nossa sede com a finalidade de torná-la útil e ocupada todos os dias da semana, promover enfim o bem social prioritariamente a nível local.
Outra coisa que me incomoda muito com esse título é que o mesmo me parece um pouco anti-ético ao premiar vaidosamente aquele que contribui financeiramente comparando ao pastor ou padre que elogia, honra e “santifica” o fiel que mais contribui. Quem criou essa forma de contribuição precisa abandonar esse método do “toma lá - dá cá” e saber que nós não precisamos de louvação para fazer o bem. Em outras palavras, se eu tenho mais recursos financeiros e contribuo, eu vaidosamente me destaco dos outros “pobres e infelizes” plebeus ganhando um egoísta título de nobreza dentro da nossa instituição contrariando os ensinamentos cristãos que dizem para não ser hipócrita e que “a sua mão esquerda não saiba a esmola dada pela direita” e contrariando também um de nossos importantes lema que é “DAR DE SI SEM PENSAR EM SI”.

Paracambi, 1º de maio de 2011
Co Gabriele Alessio
Class cirurgia
Email alessio48@yahoo.com

quarta-feira, 27 de abril de 2011

SEMANA SANTA E VALORIZAÇÃO DO HOMEM

Minha esposa participou de todas as solenidades e rituais religiosos da semana santa. Participou de demoradas cerimonias tais como a “Via Crucis”, procissões, missas e cultos diversos durante toda a semana e comentou que o padre, no final, tinha dito que todas as cerimonias foram lindas e que “lá em cima Jesus estaria feliz por ter recebido tanta louvação” fato esse que despertou em mim alguma dúvida se Jesus estaria realmente satisfeito com toda essa demonstração de afeto de seus seguidores. Além desse fato outro dado aumentou minha dúvida pois no domingo de Páscoa o Papa Bento XVI pediu aos europeus que acolhessem os sofredores africanos exilados e fugidos de seus problemáticos paises não fechando egoisticamente as portas como os franceses já estariam fazendo. Com essa proposta de acolhida eu perguntei à minha esposa (e também a mim) se ela estaria disposta a deixar entrar na nossa casa alguns maltrapilhos sofredores para dividir nossos bens de consumo e percebi que tal como os europeus seria muito difícil vencer o nosso egoísmo e aceitar essa ideia de solidariedade e partilha.
É fato também que aumentaram muito as igrejas e templos, principalmente evangélicos demonstrando que existem muitos cristãos que passam muitas horas semanais louvando muito.
Será que em algum templo, durante essas extensas solenidades da semana santa, foi pelo menos lembrado esse problema dos fugitivos africanos? Será que alguém se propos a se sacrificar (ou investir) um pouco (como ensinou Jesus) pelo outro ser humano? Será até que alguém procurou entender que essas pessoas necessitadas também são humanas e que a humanidade também depende delas e elas, por serem humanas e inteligentes, são muito valorosas sendo um grande fator de desenvolvimento, evolução e aprimoramento de todos nós? Será que alguém duvida e despreza o grande potencial de um ser humano com as complexas maravilhas do seu cérebro? Será que deveremos deixar morrer mesmo que seja um só homem por omissão ou negligência? Será que alguém imaginou como seria a humanidade se tivessémos desprezado e deixado morrer alguma celebridade ou cientista? Será que essa pessoas valem menos (como demontra a mídia) que tartarugas ou outro animais e extinção numa grande “neurose” de preservação do meio ambiente não se medindo recursos e campanhas para ajudá-los?
Sugiro então que aproveitando esse grande número de igrejas católicas e evangélicas com o seu grande número de fiéis, sempre durante esses cultos, além de louvar e pedir egoisticamente usem também sua inteligência, “esperteza” e coerência fazendo sempre pelo menos pequenos projetos de fraternidade para ajudar os nossos semelhantes também HUMANOS ( que de acordo com o evangelho representam o próprio Jesus), MUITO VALOROSOS, DIGNOS DE RESPEITO e MERECEDORES DA NOSSA ATENÇÃO o que com toda a certeza deixará, agora sim, nosso mestre Jesus satisfeito, feliz e orgulhoso, diminuirá o mal do mundo melhorando tudo e aumentará a nossa felicidade, tanto para todos quanto individualmente, o que nos levará mais rapidamente à “PERFEIÇÃO ABSOLUTA”.

Paracambi, 25 de abril de 2011
GABRIELE ALESSIO

quinta-feira, 14 de abril de 2011

LIÇÃO DA TRAGÉDIA DE REALENGO

Se os colegas do “Exterminador” Wellington, quando eles estudavam na Escola Tasso da Silveira em Realengo alguns anos atrás, em vez de praticar o “BULLYING” ou seja, caçoar, humilhar e maltratar tivessem demonstrado amizade, coleguismo, solidariedade, etc. ele, mesmo na sua loucura latente ou em potencial, não teria razão para se vingar e provavelmente essa tragédia não teria acontecido. Em outras palavras, os colegas, professores, inspetores, diretores e pais daquela época, semearam a “semente do mal” que, por azar nosso, caiu na terra fértil que era a mente potencialmente psicótica do Wellington e essa semente germinou tanto que se tornou o grande mal que aconteceu afetando toda a sociedade. Esse foi o principal fator que provocou essa tragédia (e tantas outras) sem o qual, com grande probabilidade, não teria havido vingança, tiroteio, mortes, desespero, tristeza, etc. Aprendemos, portanto, que poderemos evitar muitos males se, aproveitando a emoção social coletiva desse acontecimento e com o auxílio da mídia e demais setores de informação, pudermos erradicar essa palavra feia estrangeira “BULLYING” das escolas e até das nossas vidas. Em vez disso poderemos aprender, principalmente as crianças, a “semear” somente o bem, amizade e amor e se possível, com habilidade e inteligência como nos ensinou Jesus, transformar o mal (preconceitos, racismos, mágoas, agressões, roubos, ódios, etc.) no seu oposto o que nos faria caminhar mais depressa em direção à prometida “PERFEIÇÃO ABSOLUTA”.